Escrevo desde sempre. Bilhetes, cartas, frases, crônicas. Profissionalmente, desde 1984. Há muito pensava em fazer um blog, mas o que dizer? E quem se interessaria em ler? Decidi que estava na hora de tirar da gaveta coisas escritas. Alguém vai ver? Talvez. Vão gostar? Não sei. Irão copiar e publicar com outro nome? Seria a glória!
A gente não sabe porque escreve, é fato. Uma vez que se começa, impossível parar. Mas eu praticamente parei de escrever crônicas (ou contos?) quando começaram a me pagar para escrever. O dia a dia no jornal em Novo Hamburgo travou a criação literária. Os empregos seguintes, como redator publicitário, também. Raramente sobrava inspiração para cometer contos (ou crônicas?).
Voltar para Cachoeira do Sul, a terra natal, me reconciliou com os temas da adolescência e resolvi datilografar (sim, era como digitar e imprimir ao mesmo tempo, procure no Google) os textos. E mudá-los - então parei. Não era a hora.
A sina de escrever era saciada fazendo discursos e editoriais para amigos e clientes. Até que o Jornal do Povo me convidou para escrever uma coluna semanal sobre negócios, que depois virou diária e durou cinco anos. Mais tarde voltei a fazer a coluna que está aí até hoje, nas edições de final de semana. Vício não é fácil de largar.
Drawing Hands, de Maurits Cornelis Escher (1898-1972)
Agora começa esta exposição exagerada de publicar neste blog. Tenho a esperança que os amigos ajudem a melhorar tudo, desde as ideias até a forma. A crítica ajuda mais do que qualquer coisa, então critiquem, por favor.
Além das crônicas/contos tirados do baú, vou me atrever a postar o que penso sobre Cachoeira do Sul. É a "minha aldeia", mais importante para mim que o estado, o país, o planeta e o universo. É aqui que tenho a vontade de fazer a diferença, participando de movimentos, de ações, da vida comunitária. Faço isto do jeito que sei, se souber de um melhor avise. Afinal, o título deste blog é "Trocando ideias".
E vamos em frente!
