segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições e economia


AÉCIO NEVES, Folha de S. Paulo, 8/10/12

As eleições realizadas ontem, em primeiro turno, e as últimas notícias sobre o desempenho da economia dominam, neste momento, o interesse dos brasileiros em razão das repercussões que têm sobre a vida nacional.

Pelo voto livre e soberano, o pleito reafirma a força da nossa democracia, expressa no encontro de milhares de candidatos e de milhões de eleitores nas urnas dos mais de 5.000 municípios brasileiros e no amplo debate sobre os problemas nacionais que incidem de forma aguda na realidade das nossas cidades: corrupção, gestão precária, saúde ruim, educação sem qualidade, o avanço da violência e os crescentes desafios na área da mobilidade urbana.

Na economia, relatório divulgado pela Cepal aponta que o Brasil crescerá apenas 1,6% neste ano. É o segundo pior resultado entre os 20 países analisados da América Latina e do Caribe, superior apenas ao do Paraguai e atrás de Panamá, Haiti, Peru, México, Costa Rica e Bolívia.

Referendado também por órgãos do próprio governo, como o Banco Central, o resultado desmente as previsões fantasiosas com as quais o governo tentou falsear a realidade.

O número da Cepal já havia sido antecipado por instituições financeiras internacionais e, à época, foi classificado como "piada" por nossas autoridades econômicas, que passaram o ano anunciando crescimento em patamar muito superior. Vê-se agora, de fato, com quem estava a realidade, neste lamentável espetáculo do PIB em queda livre.

Mesmo com tantas evidências, o governo insiste em debitar na conta de outros países a responsabilidade exclusiva sobre o problema, em vez de fazer o seu próprio dever de casa. Ao agir assim, cumpre agenda que atende outros interesses, sem se preocupar com os efeitos deletérios dessa estratégia, que condena o país a um crescimento medíocre, como nos dois últimos anos, e põe em risco a perspectiva brasileira como nação emergente.

Com o esgotamento das medidas emergenciais para tentar salvar o ano eleitoral --e a constatação de que não funcionou, como antes, o tripé oferta de crédito, queda das taxas de juros e benemerências fiscais a setores produtivos--, resta-nos voltar à cobrança das reformas ainda por fazer, único caminho para assegurar competitividade à economia e recolocar o país no rumo de um crescimento sustentado e duradouro.

Ao fim do ano eleitoral, o governo terá de se haver com os antigos desafios que se agravaram sem resposta: o peso dos impostos, o excesso de burocracia, juros ainda nas alturas, legislação trabalhista do século passado, inércia e incompetência para desatar o nó da infraestrutura, entre tantos outros que entravam o desenvolvimento nacional.



Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG.

Quem sou



Vídeo veiculado na TV durante a campanha eleitoral de 2012 em Cachoeira do Sul (RS), com a candidatura para Vereador pelo PSDB

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Não vim para atrapalhar


Na minha opinião, cavaletes e carros-som servem apenas para atrapalhar a vida das pessoas. Por isso, não uso nenhum deles na minha campanha eleitoral para vereador. Duvido que alguém escolha seu candidato baseado nestes dois tipos propaganda, mas mesmo se estiver errado, manterei meus princípios.
Os cavaletes dos outros candidatos estão deixando ainda mais feios os canteiros da Rua 7 de Setembro. Lembro quando ela e a Praça José Bonifácio eram um dos belos cartões postais da nossa cidade. Sua situação atual reflete muito o que virou Cachoeira, uma terra sem esperanças, que vive de promessas e de sonhos. Isso na visão dos cachoeirenses, é claro. Os que vêm de fora enxergam aqui muitas oportunidades, investem e lucram.

Talvez estejamos muito ocupados desviando dos buracos nas ruas e nas calçadas, dos pedintes, vendedores ambulantes e... dos cavaletes. Esbarramos neles quando tentamos sair do carro, nas esquinas, em qualquer lugar. Acho ótimo que a Justiça Eleitoral tenha proibido a colocação de propaganda eleitoral nos postes, aquele horror, mas a medida deve ser estendida aos cavaletes nas calçadas. Eu estou fora.
Já os carros-som e caminhões tipo trio elétrico são o inferno na terra. Invadem todos os lugares e não poupam ninguém com sua poluição sonora. Atrapalham quem está tentando falar ao telefone, acordam idosos, doentes e bebês. Eles e quem permite seu uso certamente ignoram que há pessoas que precisam descansar durante o dia, porque trabalham à noite ou estão doentes.

Além disso, estes veículos atravancam ainda mais o nosso já normalmente complicado trânsito. Rodam devagar demais na tentativa que “o povo” escute bem o jingle do candidato. Querem vencer no cansaço, na insistência, na lavagem cerebral. Provavelmente estão baseados na ideia de que isso já deu certo um dia.
Torço para que os cachoeirenses tenham evoluído e rejeitem estas práticas que de democráticas têm muito pouco. Espero que os anos de tentativas e erros tenham nos ensinado alguma coisa. Acredito que a compra de votos está condenada à derrota e que aqueles que atrapalham a vida das pessoas terão uma grande surpresa no dia 7 de outubro.

Se você concorda, venha comigo. Estamos fazendo a nossa parte para melhorar a vida de todos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012


Porque sou candidato

Em uma frase: Porque amo a minha cidade, Cachoeira do Sul. Nasci no HCB, morei na Pinheiro Machado e depois na Silvio Scopel, até hoje. Fui estudar fora, trabalhei em Novo Hamburgo e Porto Alegre e voltei.

Voltei nunca me conformando com as coisas do jeito que são. Tudo o que fiz além da minha profissão foi procurando melhorar a vida dos cachoeirenses, seja nas entidades empresariais e comunitárias, clube de serviço, organizações não-governamentais, na coluna do jornal, entre amigos e onde pude contribuir.

Agora penso que chegou a vez de buscar soluções estando no Legislativo da minha cidade. Faz tempo que os amigos dizem que eu deveria tentar ser vereador. Na presidência da Defender isto não era possível, e ali fiquei 9 anos - os último três, vice do saudoso Eduardo Minssen e tendo que assumir quando ele precisou renunciar. A hora é esta.

Se os eleitores entenderem que posso contribuir na Câmara de Vereadores, ótimo. Caso não tenha votos suficientes, continuarei tentando ajudar a minha cidade na sociedade civil. Porque é a minha cidade e eu a amo.

Obrigado pela sua atenção.